HISTÓRICO



Vista parcial da cidade de Águas Mornas com destaque para a Igreja Católica dedicada ao Sagrado Coração de Jesus

        Águas Mornas foi ocupada pelo sistema de colônias. E o primeiro desses povoados a se instalar no Município foi a Colônia de Vargem Grande, em 1837. Depois veio a fundação de Santa Isabel, em 1847 e Teresópolis em 1860. (A colônia de Vargem Grande foi ocupada, inicialmente, por 44 colonos, sendo 43 alemães e um dinamarquês, que abandonaram São Pedro de Alcântara, colônia fundada em 1829). O assentamento dessas famílias em Vargem Grande foi estabelecido ao longo da nova estrada de Lages, que liga o planalto catarinense ao litoral. Santa Isabel foi fundada a partir do assentamento de 256 imigrantes recém-chegados da Alemanha. Porém, apenas 164 se radicaram na nova colônia.

        Santa Isabel é a mais antiga colonização evangélica de Santa Catarina e foi emancipada em 28 de maio de 1869 e elevada a Distrito de Paz em 1902, sendo sua sede fixada em Rancho Queimado, localidade na época pertencente à colônia. Seu nome é uma homenagem à Princesa Isabel, filha de D. Pedro II. Teresópolis foi fundada por um Decreto do Governo Imperial, em 03 de junho de 1860, por 40 imigrantes alemães vindos da Renânia e da Westfalia. Foi emancipada em 1869 e, em setembro de 1886 foi criado o Distrito de Paz. Devido a má fertilidade de suas terras, os imigrantes começaram a migrar para outras regiões do Estado.


Monumento aos Imigrantes estabelecidos na Colônia Santa Isabel

        O veleiro que trouxe os primeiros imigrantes destinados a Santa Isabel, havia deixado o porto de Dunquerque, na França, em 19 de setembro de 1846, chegando no Rio de Janeiro após uma viagem de seis semanas. Chegaram à cidade de Desterro, atual Florianópolis, em 28 de dezembro de 1846. Eram ao todo 28 famílias, com 114 pessoas, sendo 45 adultos e as demais crianças. O número de mulheres era reduzido, sendo que muitas delas faleceram na viagem.

        Da colônia Santa Isabel descendem estirpes que trouxeram à luz a família Arns – da arquidiocese de São Paulo e a família Bornhausen, dos ex-governadores Irineu e Jorge Bornhausen.

Data de emancipação: 19/12/ 1961 – Lei 790
Data de instalação: 29/12/1961.
Gentílico: aguasmornense.
Principais vias de acesso: rodovias BR 282 e SC 431
Etnias predominantes: alemã e portuguesa.
Santo Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus.
Área territorial: 360,76 km².
Distância da Capital: 36 km.
Cores municipais: verde, branco e vermelho.

Evolução Histórica:

1837 - Fundação da Colônia Vargem Grande.
1847 - Fundação da Colônia Santa Isabel.
1860 - Fundação da Colônia Teresópolis.
1865 - Unificação administrativa das colônias Teresópolis e Santa Isabel.
1869 - Teresópolis é elevada à categoria de Distrito (Palhoça).
1943 - A denominação Teresópolis foi mudada para Queçaba.
1958 - O Distrito de Queçaba passa a pertencer ao Município de Santo Amaro da Imperatriz.
1961 - É emancipado politico-administrtivamente o município de Águas Mornas constituído do Distrito de Queçaba. Porém a sede do novo Munícípio - desmembrado de Santo Amaro da Imperatriz - é fixada na localidade de Águas Mornas em detrimento de Queçaba.
1974 - A localidade de Queçaba retoma sua antiga denominação: Teresópolis.

Construções:
A técnica mais comumente empregada nas construções imigrantistas era o enxaimel, que consistia na pré-montagem das paredes através de uma armação de madeira, cada qual na forma de uma prateleira – daí a denominação alemã de fachwerk, que significa exatamente “construção de prateleira”.

Origem: a origem da denominação “Águas Mornas”, provém das fontes termais existentes no Município. A água emerge na fonte com uma temperatura de 39º C e apresentam teor de radioatividade, termalidade e baixa meneralização que as qualificam entre as melhores do mundo.

Municípios limítrofes: Angelina, Anitápolis, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio e São Pedro de Alcântara.

População: 4. 410 habitantes. A maioria desta população habita na zona rural, cerca de 69%, e nas zonas urbanas, cerca de 31%. A ocupação urbana do município se desenvolveu de forma linear entre a Rodovia BR-282 e os Rios Cubatão e Forquilhas, conformando três localidades distintas: Sede, Vargem Grande e Santa Cruz da Figueira. As áreas com características urbanas não se restringem somente ao perímetro urbano: pontos de expansão são vistos além do perímetro, além do rio e/ou além dos limites municipais.

Evolução da população de Águas Mornas (1970 – 2000)

Décadas

1970

1980

1991

2000

urbana

95

746

1.042

1.715

(2%)

(16%)

(22,5%)

(32%)

Rural

4.580

3.380

3.569

3.675

(98%)

(84%)

(71,5%)

(68%)

  Fonte: Censos demográficos 1970, 1980, 1991 e 2000/IBGE.

Desenvolvimento humano: Seu IDH é de 0.783, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

Clima: subtropical mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões quentes, apresentando temperatura média anual de 18,7ºC; mínima de 8ºC; e máxima de 36ºC, e precipitação média anual entre 1.270 a 1.700mm. (fonte: DAS/SC.). Meses mais chuvosos: março, setembro e outubro. Podem ocorrer geadas durante os meses de junho, julho e agosto.

Base econômica: agricultura(mandioca, milho, feijão), avícultura e turismo. Águas Mornas é ainda o maior produtor de hortifrutigrangeiros da região da Grande Florianópolis.

Colonização: 93% alemã. (A etnia alemã é proveniente do ramo germânico da família das línguas indogermânicas e sua emancipação deve-se ao imperador Carlos Magno que, no ano 800 d. C., criou o “Sacro Império Romano Germânico”, estabelecendo uma ordem pacífica entre os diversos povos da Europa).

Religiões predominantes: católica e luterana.

Associações

        O Município de Águas Mornas faz parte da Mesorregião da Grande Florianópolis, da qual são integrantes outros doze municípios: Governador Celso Ramos, Biguaçú, Antônio Carlos, Florianópolis, São Pedro de Alcântara, Angelina, Rancho Queimado, Palhoça, São José, Santo Amaro da Imperatriz, Anitápolis e São Bonifácio. Águas Mornas faz parte, também, da microrregião do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, juntamente com os seguintes municípios: Florianópolis, Garopaba, Imaruí, Palhoça, Paulo Lopes, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio e São Martinho. A Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação do Estado. Ocupa aproximadamente 1% do território de Santa Catarina, com uma extensão de 87.405 hectares. Foi criado através do Decreto n° 1.260/75 e abrange áreas de nove municípios. Engloba também as ilhas de Fortaleza / Araçatuba, Ilha do Andrade, Papagaio Pequeno, Três Irmãs, Moleques do Sul, Siriú, Coral, dos Cardos e a ponta sul da ilha de Santa Catarina.

Hidrografia

        O território do município é rico em recursos hídricos. Os principais rios que cortam o município são: o Rio Cubatão do Sul e o Rio Forquilhas ou Caldas do Norte, que sustentam a Bacia do Rio Cubatão do Sul. O Rio Cubatão é um dos rios que integra o sistema de abastecimento de alguns municípios da Região da Grande Florianópolis. (Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça, São José e Florianópolis). Apesar de sua importância para o abastecimento da região, é o rio do município mais atingido pela poluição produzida pela zona rural e urbana. O número de microbacias confirma que o município é rico em recursos hídricos: rios, canais e córregos. Isso demonstra o potencial hídrico do município, mas também as restrições ambientais a que está sujeito.

Rios secundários: Rio Salto, Novo, Engano, Miguel, dos Porcos, dos Bugres, Vermelho, Gaspar, das Embiras.

Altitude

Altitude média: 661 m
Sede (Prédio da Prefeitura Municipal) a 70 m de altitude
Ponto mais baixo: 58 m – Perímetro urbano
Ponto mais alto: 1.266 m – Serra do Tabuleiro

Vegetação

        Nas porções sudoeste, sul e sudeste, onde está o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, encontra-se a maior concentração de vegetação nativa em diversos estágios de regeneração. Aproximadamente 22% da vegetação do município está legalmente protegida pelo Parque Estadual. Os desmatamentos para plantio agrícola e pastagens estão mais pulverizados na porção norte e nos limites do Parque da Serra do Tabuleiro. E estão mais concentrados em algumas localidades, como Rio do Cedro e Rio Miguel.

        A cobertura vegetal do Município já sofreu muitas alterações e foi fortemente desmatada nas décadas de 60 e 80. Era, anteriormente, ocupada pela Floresta Ombrófila Densa e Ombrófila Mista em alguns pontos nas altas encostas. Atualmente, a floresta original está reduzida às reservas e em locais de difícil acesso. Encontra-se hoje em processo de regeneração natural, coberta de capoeirões, como também de reflorestamento comercial de pinus e eucalipto. O relevo do Município é bastante acidentado, apresentando áreas de planícies fluviais próximo à foz e montanhas nos divisores de água de maior altitude. Águas Mornas engloba parte do PEST (Parque Estadual da Serra do Tabuleiro) e conforme o estudo para o seu zoneamento, da Fatma “a formação montanhosa que abrange o PEST contém uma das últimas áreas de Mata Atlântica, que preserva uma biodiversidade essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico e hídrico da região do sudeste do Estado de Santa Catarina”.